quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Reflexões de Shigusi

A day in the life

Começo o dia no preciso momento em que me levanto da cama. Assim que me levanto da cama o dia começa, portanto.
Maravilho-me com as plantas, cadelas, chuva que cai nas plantas, pássaros e flores decorativas que tão bem ficam no meu jardim natural.
O meu bonsai parece-me virtualmente infantil, olho para ele e choro por dentro. Sim, por dentro, porque nunca consegui chorar por fora. Homens como eu não choram.
Tomo o pequeno-almoço que consiste em Brie. Só Brie.
Não ligo a televisão porque não possuo uma.
Dou uma gorjeta generosa à amante da noite prévia e em seguida concentro-me no saber.
O que é o saber? Isso gostariam vocês de saber...
Sabem? Há muito mais, há tanto mais, há extremo mais do que isto.
Foco-me em tudo o que existe e ainda não compreendo.
Não compreendo pouco, já compreendo muito. Cada vez compreendo melhor isso.
Recebo 3 pupilos e ensino-lhes a minha arte, a minha filosofia.
Quero que eles se corrompam nas minhas palavras sábias. Serão mestres assim como eu. Perdão, assim como EU.
Durmo, sonhando com uma vida absolutamente inferior.
A minha superioridade não me dá outra saída: tenho de desejar pouco quando tudo o que tenho é apenas o infinito.

1 comentário:

igor marques disse...

tenho de desejar pouco quando tudo o que tenho é apenas o infinito

tá bonito! :')